quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Eternas vírgulas.

Me sinto perdida em meio a tantas incertezas que me tiram o sono. Busco abrigo todos os dias no meu travesseiro,minha melhor companhia,entende meus medos,minhas dores,sabe meus segredos e ainda assim,dorme comigo. Molhado em lágrimas me acolhe todas as noites,noites em que desconto nele a tristeza do dia inteiro.
Meu sorriso camufla um eu desconhecido. Mostra alguém mais forte do que realmente é. Mas que nunca desiste,mesmo que seja pra errar,vai em frente. Depois o tempo que se encarregue das consequencias. Sempre faço o que quero,pouco me importa a opinião alheia. Gosto de ajudar e dou o melhor de mim. Fico feliz com um sorriso verdadeiro e pequenos gestos me fascinam. Quando me entrego,me entrego inteira,não gosto de metades. Nunca fui de dividir,sou egoísta e se for pra ser meu,que seja só meu. Quando amo,amo sem limites. Quando digo que dói,é porque já não cabe mais em mim. Não gosto de usar a razão,corpos numa cama entrelaçados apenas com sentimentos,ficam bem mais interessantes. Não tenho vocação pra santa e passo longe disso. Se me quiser,me aceite com todos meus defeitos e minhas constantes mudanças de humor. Preciso de muita atenção,sou frágil e meu coração se quebra facilmente. Sou orgulhosa pra pedir ajuda,mas deixo o orgulho de lado quando se trata de amor,de desejo. Sou feliz,todos os dias,até a noite. É um ciclo. Mas tudo sempre passa. E todas as manhãs,coloco o meu melhor sorriso,deixo meu problemas no travesseiro,fecho a porta,e vou.